quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

HOMOAFETIVIDADE: DIREITO DE ESCOLHA


O Brasil é um estado democrático de direito e garante a seus cidadãos a liberdade de culto, de pensamento, de ideologia, a igualdade de direitos e, principalmente, a ausência de preconceitos.
Contudo, será que podemos dizer que, de fato, possuímos todos os direitos e garantias fundamentais previstos na Constituição?
Será que nossa Constituição reflete a realidade nacional?
Convidamos você a fazer uma breve reflexão sobre a ótica da homoafetiviade e a teórica liberdade e igualdade consagradas pela Lei máxima de nossa nação.
Infelizmente, mais uma vez na história desse país testemunhamos o preconceito e a discriminação contra uma minoria. Pessoas já foram discriminadas pela cor da sua pele, como os negros são até hoje, pela sua descendência, tal qual judeus, italianos e japoneses, e até mesmo pelo seu sexo, pois não faz muito tempo que as mulheres sequer podiam trabalhar ou votar.
Hoje, a discriminação e o preconceito atingem também o direito de escolha.
A sexualidade dessa tão discriminada minoria nada mais é que o exercício de um direito constitucionalmente garantido: a liberdade de escolha.
Na maioria das vezes, esta discriminação ocorre por influência da ignorância que paira sobre o homossexualismo.
Ser heterossexual não pressupõe ser contra homossexuais ou seus direitos, afinal a sexualidade é uma opção do indivíduo e, como tal, deve ser respeitada.
Acima de tudo, deve imperar num estado democrático o respeito. O respeito à vida, à saúde, à integridade física e moral e, em especial, o respeito à opção da sexualidade feita pelas pessoas.
Afinal, somos humanos e merecemos o respeito às nossas idéias e decisões. Podemos não concordar com a idéia ou decisão do próximo, mas devemos respeitá-la.
É preciso dar um basta à intolerância e ao preconceito existente contra os homossexuais.
Vivendo num estado democrático é inconcebível admitir que ainda haja preconceito de qualquer forma.
Exerça sua cidadania, exerça sua tolerância e, acima de tudo, respeite o seu próximo na integralidade dele como pessoa. Seja feliz, não tenha preconceitos.

Texto escrito por José Roberto, revisado por Eduardo

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